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  • Walter Moura

As 5 Grandes Dores Humanas.

Já pensou que saber dar nomes para suas dores torna mais fácil direcionar os esforços em para a sua cura?


No set terapêutico, as pessoas chegam até mim com dores de diversas naturezas, mas existem 5 grandes dores que se repetem frequentemente, causando muito sofrimento e consequências negativas.


Ao serem identificadas, essas dores são trabalhadas na terapia, através de esforço e muita confiança no processo. Aqui, veremos o conhecimento categorizado sobre as 5 grandes dores humanas, pois conhecê-las é o primeiro passo para a mudança acontecer na sua vida.


1. Impotência

A impotência é a primeira das 5 dores humanas que precisamos analisar. Ela pode ser definida como o sentimento de incapacidade para realizar algo.


Nós somos potência. Todos nós carregamos uma força em nosso interior que nos torna capazes de fazer a diferença. No entanto, para vir à tona, essa potência deve ser explorada e receber estímulos.


Em várias situações da vida acontece o contrário disso: você é tomado pelo sentimento de impotência, se sente fraco, infeliz, inútil e incapaz.


Uma pessoa impotente não consegue levar seus planos adiante, nem colocar seus talentos pra fora por achar que não tem capacidade diante daquela realidade. Assim, sua esperança vai diminuindo e ela se torna cada vez mais desmotivada a continuar.


A impotência é perigosa, pois faz você atrofiar. A sensação é que o mundo é gigante e você é muito pequeno diante dele. Você fica refém de tudo, se paralisa, desiste das coisas e até da vida, para de sonhar e, consequentemente, se torna uma pessoa frustrada.


A pessoa impotente começa a superar essa dor quando ganha a noção de que não pode mudar tudo, mas pode resolver algo. Como seres humanos, somos limitados, mas somos sempre capazes de transformar algo dentro da situação, e assim, fazer a diferença.


2. Infidelidade

A dor da infidelidade é imensa e desestabilizante. Quando temos um relacionamento sólido com uma pessoa, como um casamento, criamos uma estrutura na qual depositamos confiança e segurança. Então, quando acontece uma traição, é como se todo o castelo desmoronasse de uma vez.


Isso não acontece só num relacionamento amoroso, mas também se repete em relações de amizade e até na sua relação consigo mesmo, na medida em que você promete coisas e não cumpre.

A infidelidade pode gerar agressividade, um coração duro e fechado, desconfiança, excesso de controle, rancor, vingança, sede de destruição e também vontade de desistir.


Para vencer essa dor a pessoa terá que, primeiramente, perdoar, depois, exigir uma mudança de comportamento e, se for possível, criar uma nova condição para o relacionamento e renovação dos votos.


Se a pessoa infiel tiver sido você, é importante pensar nas situações que levaram ao momento da traição. Você vai ter que relembrar se realmente ama aquela pessoa, se você se compromete com ela, se existe um arrependimento profundo.


Além de visualizar isto em seu coração, também precisa mostrar ao outro. Caso a pessoa traída aceite as condições, vocês terão mais uma chance, caso não: siga em frente, e leve o aprendizado para evitar essa dor nas próximas relações!


3. Indiferença

Todos queremos ser vistos e ouvidos, portanto a indiferença é uma das maiores dores que podemos sentir.

A indiferença se trata da falta de consideração, do descaso e da desatenção. Todos nascemos para deixar nossa marca, então é muito doloroso quando alguém finge que não existimos ou que nossa existência não importa. É por isso que a indiferença é usada, muitas vezes, como uma arma cruel para machucar o outro quando se está com raiva.


A dor da indiferença pode ser carregada desde a infância: por crianças que choravam e os pais ignoravam, que queriam mostrar um desenho mas ninguém dava atenção, ou que a mãe simplesmente não tinha tempo para ela, por exemplo.


Entre as consequências que a indiferença pode gerar estão: insensibilidade, um coração endurecido e a tendência de racionalizar demais sentimentos e ações. A pessoa pode também se tornar indiferente em relação às outras e se negar a dar amor.


Para superar a dor da indiferença é essencial procurar e encontrar o amor em diversos lugares, nutrir-se desse amor e depois fazê-lo transbordar em outras pessoas. Não esqueça que você importa e é sim capaz de fazer a diferença.


4. Abandono

A dor do abandono está associada à perda e à tristeza. Geralmente, a pessoa carrega esse sentimento por ter sido deixada para trás, mas às vezes ele pode existir pela culpa de termos abandonado alguém.


No caso de algumas pessoas, a dor do abandono faz com que ela própria se abandone. Ela não consegue mais fazer as coisas pra si mesma pelo equívoco de pensar: "já que não me querem, eu também não posso me querer".


As vivências da infância também podem ser determinantes para o sentimento de abandono na vida adulta. Esta é uma ferida difícil de ser curada, e acaba ainda puxando outras dores, como a indiferença: por ter sido deixado para trás, é como se você não tivesse relevância na vida de outra pessoa.


Assim, alguém que sofre essa dor carrega sentimentos de culpa e castigo, achando que não merecia afeto, e sim o abandono. Ela tem dificuldade de criar vínculos emocionais, ou, por outro lado, acaba se vinculando a qualquer pessoa e desenvolvendo dependência emocional.

Muitas vezes, ela reage com a autossabotagem, destruindo algo bom porque não concebe que merece ser feliz e amada. Essa pessoa pode ter uma tendência a sair das relações para não correr o risco de ser abandonada primeiro.


Medo de perda, apego, desconfiança, fragilidade, ansiedade, ciúmes, falta de autossuficiência e dificuldade de abandonar coisas ruins são outras consequências que o abandono pode causar.


A principal maneira de se curar dessa dor é encontrando um lugar de segurança, cujas estruturas são bem definidas, estáveis e onde há senso de pertencimento, como um grupo de amigos ou a igreja, por exemplo.


5. Rejeição

Apesar de ser a última dessa lista, a rejeição é uma das dores mais intensas da vida de um ser humano. De acordo com neurologistas, ela atinge a mesma área do cérebro que é ativada quando sentimos dor física.


Pense no caso de uma criança que foi rejeitada no nascimento ou até mesmo desde o útero por algum motivo (seja por ser de um sexo diferente do esperado, por não estar dentro dos planos do casal, etc.). Alguém que nasce nessas condições, acaba desenvolvendo a dor em si.

Enquanto um adulto lida melhor com a rejeição, quando ela vem desde a infância, se assemelha ao sentimento de morte, afinal, se um bebê é rejeitado e não é cuidado, ele pode, de fato, morrer. Esse sentimento é extremamente doloroso, causando um forte dano emocional e um senso de desconexão com o mundo.


Para alguém que carrega a dor da rejeição, as consequências são: o isolamento por não ser aceito, a obesidade para conseguir proteção pela gordura, o perfeccionismo para não errar, agressividade, dependência emocional, perda da identidade pessoal, carência, sentimento de incompreensão, problemas com autoestima, entre outros.


Para conseguir curar-se dessa dor, a pessoa precisa encontrar um lugar onde vai receber amor incondicional e aceitação, no qual ela seja querida do jeito que é. Bons amigos podem ter um papel fundamental nesse encontro.


Conclusão

Identificar o sentimento de uma ou mais dores não deve fazer você sentir que a vida é assim mesmo, e tudo bem. Pelo contrário - o conhecimento deve mover, e levar à busca por transformação. Não importa qual destas grandes dores humanas você está enfrentando, existe uma resposta e uma vida para além do sofrimento.


Recrie seus hábitos e relações, ganhando mais força para se proteger. Combine esse processo com o acompanhamento terapêutico, obtendo ajuda para enfrentar até mesmo os pontos mais desafiadores da sua jornada!




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